Arte na vida e no mundo

 

Arte e o seu propósito

No último sábado, estive em uma palestra com a prestigiada Bárbara Paz e posso dizer, com todas as palavras, a potência que essa mulher carrega consigo.

Além de ser uma artista completa e, como costumamos dizer nos dias atuais, uma artista com “A” maiúsculo, Bárbara entrega muito mais do que conteúdo. Ela entrega verdade. Entrega sentimento. Entrega algo que apenas quem vive a arte profundamente consegue transmitir.

Existe algo de muito raro em pessoas que falam da arte como se falassem da própria alma — e foi exatamente isso que senti naquele sábado.

Desvalorização da arte

Sabemos que, neste mundo contemporâneo, a arte vem sendo mais valorizada pela nossa geração, mas ainda assim existe uma enorme desvalorização por trás dos palcos, das telas e das redes.

É de conhecimento geral que a arte, assim como tudo aquilo que envolve as humanidades, nunca recebeu o reconhecimento que merece. E pensar nisso sempre me entristece um pouco.

Porque a arte está em tudo.

Sempre me considerei uma pessoa que enxerga arte nos detalhes mais simples: em um rabisco distraído, em um prato de comida, em uma conversa sincera ou até no silêncio. 

No fundo, todos somos artistas tentando deixar alguma marca no mundo, mesmo sem perceber.

Somos todos grandes artistas

As palavras de Bárbara me tocaram profundamente naquele sábado. Em vários momentos, eu só conseguia pensar: “quando eu sair daqui, preciso escrever sobre isso”.

A arte de Bárbara vai muito além das telas e do que os olhos conseguem enxergar. Ela está na maneira como ela vive, sente e ocupa o mundo. E posso dizer que nunca vi alguém carregar a arte dentro de si de forma tão intensa, forte e revolucionária.

É bonito ver alguém transformar a própria existência em expressão.

E também me sinto realizada ao ver uma mulher chegar tão longe fazendo aquilo que ama, sem abandonar sua essência e seu propósito no caminho.

Vontade de viver

Posso dizer que saí de lá com uma vontade enorme de viver e sentir tudo o que a vida ainda pode oferecer.

Saí de lá com vontade de dançar, abraçar demoradamente, beijar e dizer que amo!

Porque falar de arte também é falar de amor, coragem, honra, alegria, drama, sensibilidade e humanidade. Falar de arte é falar sobre tudo aquilo que nos faz sentir vivos.

E é tão reconfortante saber que ainda existem pessoas que carregam esse sentimento consigo, mesmo em um mundo que tantas vezes tenta diminuir a importância da arte e da sensibilidade.

Ainda existem pessoas que resistem. 

Que criam. 

Que sentem. 

Que transformam.

E talvez seja justamente isso que mantém o mundo respirando.

Vivemos para a arte.

E, entre tristezas e alegrias, lá está ela,  silenciosa e necessária.

Porque, no fim, nada realmente importa se não estivermos felizes e realizados com aquilo que somos.

Que possamos enxergar a arte até nos momentos que passam despercebidos. Que possamos desacelerar sem culpa e permitir que a vida nos atravesse com mais verdade.

E que, nessas pausas, a gente consiga perceber que talvez a maior obra de arte de todas seja simplesmente existir.

Xoxo!

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